PESQUISA GEN

Sob a orientação de Scarlett Marton, muitas foram as pesquisas realizadas até o presente momento no âmbito do GEN. Resultaram, em geral, em teses de doutorado, dissertações de mestrado e trabalhos de iniciação científica. Resultaram também em publicações no país e no exterior.

Há trabalhos de caráter sistemático, como os que se dedicam a explorar a crítica de Nietzsche à metafísica e à subjetividade ou, em outra vertente, os que se empenham em examinar sua proposta de uma ética do amor fati ou o caráter experimental de sua filosofia. Mas também existem estudos pontuais, como os que se voltam para a questão da autoria no Ecce Homo ou o problema da civilização no Anticristo. São contemplados problemas ligados à filosofia política, como o da reviravolta conceitual necessária para repensar a concepção de democracia, e questões relativas à teoria do conhecimento, tais como as noções de causalidade e perspectiva ou as diferentes concepções de verdade na obra nietzschiana da maturidade. Recebem igualmente atenção temas que dizem respeito à crítica da cultura, como o diagnóstico que o filósofo faz do niilismo ou sua avaliação da modernidade, e outros que concernem à crítica da religião, como o combate que ele dirige ao cristianismo ou os ataques ao ideal ascético. Elaboram-se trabalhos que investigam as relações entre cultura e biologia em sua obra e outros que analisam os vínculos entre cultura e biologia.

Da crítica corrosiva dos valores à filosofia positiva, da trama conceitual à inserção na história da filosofia, de diferentes maneiras e a partir de perspectivas diversas, os integrantes do GEN tiveram e têm a oportunidade de continuamente pôr à prova suas hipóteses de trabalho. Dentre os desafios que uma iniciativa de tal ordem enfrentou e continua a enfrentar, conta-se a falta de tradição de trabalho em grupo nas Humanidades. É bem verdade que, neste campo, o trabalho é sobretudo solitário. Isto não impede, porém, que os envolvidos sejam solidários. Admitir a interdependência, integrar a diversidade, fazer-se co-responsável, são práticas a serem desenvolvidas. Atuar em sentido inverso ao da lógica da exclusão já é uma forma de questioná-la; agir em direção oposta à da competição já é uma forma de combatê-la.

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